O Tanoeiro da Ribeira

terça-feira, março 24, 2026

ENTRE O CÉU E A TERRA…- I

Remonta aos tempos de estudante, o costume de terminar o ano com um dia de oração, quando eu e meu primo Manuel Joaquim íamos a Sobrado confessar-nos ao P. Agostinho Freitas, nosso diretor espiritual, nas férias. E, mais tarde, ganhou corpo na Eucaristia da meia noite, na ‘Passagem de Ano’. de que lembro a de 1967- 68 que foi presidida por D. Florentino, na recém-inaugurada (1/11/1966) capela do bairro do Cerco do Porto. O final do ano passado foi em Fátima com minha esposa. A peregrinação começou, no dia 30, ainda no quarto do hotel, ao ler o desdobrável que me foi entregue no momento do ‘check in’: “A 13 de maio de 1917, três crianças apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria. Chamavam-se Lúcia de Jesus, de 10 anos, e Francisco e Jacinta Marto, seus primos, de 9 e 7 anos. Por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, como habitualmente faziam, entretinham-se a construir uma paredita de pedras soltas, no local onde hoje se encontra a Basílica (de Nossa Senhora do Rosário). De repente, viram uma luz brilhante, julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo abaixo, outro relâmpago iluminou o espaço e viram em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições) uma Senhora mais brilhante que o Sol, de cujas mãos pendia um terço.” Quando aqui venho, procuro revestir-me da fé de minha mãe, desarmado de formulações teológicas. Basta-me a palavra do Magistério da Igreja para aceitar Fátima como um fenómeno que, embora não sendo dogma, é digno de crédito. E lembro que os últimos papas reforçaram com a sua presença a autenticidade da sua mensagem, a começar em João XXIII que, em “1956, então cardeal Roncalli, Patriarca de Veneza, presidiu às cerimónias da peregrinação aniversária”; em 1967, Paulo VI, deslocou-se a Fátima no cinquentenário da 1.ª Aparição; em 10 de julho de 1977, o futuro papa João Paulo I, Cardeal Luciani, Patriarca de Veneza, esteve aqui em peregrinação; João Paulo II rezou três vezes em Fátima (13/5/1982, 13/5/1991 e 12-13 / 2000); Bento XVI visitou Fátima em 12-13 de maio de 2010; Francisco esteve no centenário das Aparições - canonização de Francisco e Jacinta (12-13/5/2017) e aquando da Jornada Mundial da Juventude (5/8/2023). E o Papa Leão XIV, em novembro passado já manifestou o desejo de visitar Fátima. Munido destes sentimentos, descemos à Capela da Reconciliação para um momento de silêncio, introspeção e perdão. Uma ação, como alguém diz por graça, de lavagem, revisão, e recauchutagem’… Depois, sentei-me no murete do recinto e solidarizei-me com três rapazes que, de joelhos, desciam para a Capelinha. E, especialmente, com uma jovem, também de joelhos, com uma criancita ao colo. Por grande sofrimento passaram e grande alegria tiveram, pensei… Às 18h30, na capelinha das Aparições, senti a presença de irmãos de outras culturas e línguas que partilhavam comigo a oração do Terço. Se na capela da Reconciliação, mergulhei na minha intimidade, aqui vivenciei a universalidade do ser católico. Fotografia . Capelinha das Aparições Após o jantar, na semi-escuridão dum recinto vazio, revisitei o meu passado e recordei as peregrinações, organizadas pelo senhor Castro, em que participei, na década de setenta. Eram, no mínimo, dez autocarros. Na viagem, rezávamos três terços em simultâneo em todas as camionetas para vincar o caráter comunitário da peregrinação. Quando faltavam cinco quilómetros, quem podia era convidado a fazer o restante percurso a pé e em silêncio meditativo. Juntávamo-nos na ‘Cruz Alta’ e descíamos em oração silenciosa até à ‘Capelinha’. Depois, os peregrinos ficavam livres para as suas devoções pessoais. No domingo, reuníamos, bem cedo, no início da Via Sacra do Calvário Húngaro que percorríamos, em silêncio orante apenas entrecortado, em cada ‘estação’ pela reflexão, pela oração coletiva e cânticos penitenciais. Nos Valinhos, venerávamos Nossa Senhora que aí apareceu (19/8/1917). E terminava na capela do Calvário. A Via Sacra era o momento culminante da nossa vivência comunitária. De seguida, descíamos até à ‘Loca do Cabeço’ onde os pastorinhos receberam a primeira e a terceira visita do ‘Anjo da Paz’ (primavera e outono de 1916) e descíamos para o ‘Poço’ ao fundo do quintal da casa da Lúcia onde o Anjo apareceu, no verão de 1916. A partir daqui, cada um organizava o seu tempo, de modo a poder participar na Eucaristia do santuário. Após este breve roteiro pela memória, fomos descansar que outro dia nos esperava…(25/3/2026)

segunda-feira, março 16, 2026

PATRONO UNIVERSAL DA IGREJA - COM O CORAÇÃO DE PAI

Em janeiro passado, recebi o livro ‘São Francisco e a sua capela’ com a dedicatória: ‘Ao velho amigo de longa data…’. Mais um trabalho do P. Justino Lopes dedicado ao património artístico das suas paróquias, na esteira de: ‘Igreja Museu’, ‘A Genealogia de Jesus na igreja de Vila Nova de Paiva’, ‘A Paixão na arte das igrejas de Fráguas e Vila Nova de Paiva’, ‘Páscoa na arte da igreja paroquial de Fráguas e Vila Nova de Paiva’. Conhecemo-nos em Estrasburgo, no ‘Colóquio Europeu de Paróquias’ de 1971. Já lá vão uns anitos… A ‘Nota Explicativa’ (pág. 3), começa por citar duas pessoas de quem conservo gratas memórias; cónego Rafael que conheci no Colóquio de Estrasburgo e visitei em Lamego; P. Brochado com quem partilhei preocupações sociais na cidade do Porto. “O Dr. António José Rafael, meu professor de Pastoral e, depois, Bispo de Bragança, exortava-nos a ler e a estudar a arte das nossas igrejas e ensinar, também, o Povo a ler, a compreender e a admirar. Só assim as defenderão, estimarão e ajudarão no seu restauro.” “Monsenhor Alexandrino Brochado, que foi reitor da capela das Almas do Porto e exímio escritor da arte dos edifícios religiosos artísticos da mesma cidade, ao ler o livro ‘Igreja Museu’ escreveu na ‘Voz Portucalense’: “Ao terminar a leitura (…) pensei que, nesta área, o clero poderia construir uma obra admirável, para permanecer, para ficar. “ E termina: “Seguindo os conselhos dos mestres, vamos agora ler e refletir a mensagem que a arte, juntamente com as imagens nos transmitem”, na capela de São Francisco, agora restaurada. Ao deliciar-me com as suas páginas, vi uma fotografia e li um comentário (pág. 41 - 42) de que, na Festa de São José, com vénia, me faço eco: “Segundo um dos livros apócrifos, o Sumo Sacerdote convocou os homens solteiros da descendência de David, para saber qual deles Deus escolheria para esposo de Maria e Pai do Messias. Cada um trazia um cajado como era costume naquela época. E Deus manifestou a Sua escolha, fazendo florir uma bela açucena, na vara de José. Sinal de que fora ele o escolhido. É esta a razão dos santeiros porque, ao esculpirem a imagem de São José, lhe colocam, na mão, uma vara terminando numa açucena. O Papa Francisco, em 2020, por ocasião do 150.º aniversário da declaração de São José como ‘PATRONO UNIVERSAL DA IGREJA’, escreveu uma carta Apostólica, ‘PATRIS CORDE’, ‘Com o coração de pai’ que aconselho a ler: Mas quem era São José? O que é que ele disse? O que ensinou? Os Evangelhos não registam as palavras que ele pronunciou porque ele não era mudo, mas registou as suas ações: - Estava desposado com Maria. (Mateus, 1,18) - Era um homem Justo. (Mateus, 1,9) - Cumpria a vontade de Deus. (Lucas, 2,22 e 27) - Vivia do seu trabalho de carpinteiro. (Mateus 13,55) Deus falou-lhe por meio de visões. Mateus diz sonhos. (Mateus, 20;2,13;19,22). O que dizem os Evangelhos? - José era da descendência da família real de David: “Jacob gerou José, o esposo de Maria da qual nasceu Jesus chamado Cristo. (Mateus, 1,16) - Aceitou a explicação do Anjo: ‘Não receeis receber Maria como tua esposa pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo.’ (Mateus 1,18-19) - Foram os dois recensear-se a Belém onde nasceu Jesus. (Lucas2,1-7) - Fugiu com Maria e o menino para o Egito por causa da perseguição de Herodes. (Mateus, 2, 13-14) - Quando o menino chegou aos 12 anos, José e Maria acompanharam-no a Jerusalém para a festa Bar Mitzava, Festa do Mandamento e Ele ficou por lá. (Lucas, 2,41-49) - Jesus obedecia-lhe sempre. ‘Voltando para Nazaré era-lhes obediente.’ (Lucas 2,51) - José era carpinteiro. ‘Não é ele filho do carpinteiro?’ (Mateus, 13,55) A Liturgia celebra duas festas a São José: 19 de março, modelo de pai e protetor da família e, no dia primeiro de Maio, São José operário, como protetor dos operários. São José é o Patrono da Igreja, Guarda da família e Advogado da boa morte. Com o Papa Francisco, rezemos a São José: “Salve, guardião do Redentor e esposo da Virgem Maria! A vós, Deus confiou o Seu Filho: Em vós, Maria depositou a sua confiança; Convosco, Cristo tornou-se homem. Ó Bem-aventurado José, mostrai-vos pai também para nós E guiai-nos no caminho da vida. Alcançai-nos graça, misericórdia e coragem, e defendei-nos de todo o mal. Amem” Um bem-haja para o P. Justino e uma saudação especial a todos os que e chamam José, nome de raiz hebraica que significa ‘aquele a quem Javé (Deus) acrescenta’.(18/3/2026)

terça-feira, março 10, 2026

EM DIAS SOMBRIOS, A LUZ DA TEOLOGIA

Como ‘retaguarda teológica’, quero partilhar convosco o artigo ‘Uma teologia que devolve o Evangelho à vida’, assinado por José Carlos Enriqez Diaz e publicado, no dia 28 de dezembro, em Religión Digital, um portal de informação religiosa e atualidade da Igreja, de grande expansão, com tradução de M. Rocha Marques. O cerne da Fé cristã - “Num tempo marcado pelo desencanto religioso, o dogmatismo estéril e a rotura entre fé e experiência, a teologia de Andrés Torres Queiruga apresenta-se como uma das propostas mais lúcidas, valentes e evangélicas do pensamento cristão contemporâneo. O seu mérito não consiste em suavizar o cristianismo nem em dilui-lo em devaneios espirituais, mas em resgatar o seu núcleo mais radical: a experiência viva de um Deus que é amor incondicional e que se comunica permanentemente a toda a humanidade.” A Revelação na história / maiêutica histórica – “É também uma profunda defesa da paciência de Deus com a história humana. A Bíblia não é um livro estático, mas o testemunho de um longo caminho no qual a humanidade vai purificando a sua imagem do divino. Ao princípio, o ser humano projeta em Deus medos, violências e desejos de castigo. Mas a revelação avança quando estas projeções se rompem. O profeta Oseias exprime-o com força comovedora: ‘Meu coração comove-se dentro de mim… Porque sou Deus e não homem’ (Os.11,8-9). Aqui aparece um Deus que renuncia ao castigo, porque não pode deixar de amar. “ Um Deus-Papá – “Esta linha alcança a sua plenitude em Jesus de Nazaré, a quem Queiruga situa com rigor histórico e profundidade teológica. Jesus não inventa Deus, mas leva até ao extremo a melhor intuição da sua tradição. Ao chamar a Deus Abba, rompe definitivamente a imagem de um juiz distante e revela um Deus próximo, confiável e gratuito, que faz nascer o sol sobre bons e maus: ‘sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso’ (Lc 6, 36) condensa toda a revelação cristã.” O pluralismo religioso – “A coerência desta teologia desemboca naturalmente no pluralismo religioso. Se Deus é amor, não pode revelar-se só a uns poucos. Toda a religião é um lugar de encontro com Deus, embora nenhuma o esgote. Aqui, não relativiza o cristianismo, antes o universaliza: a sua verdade não consiste em excluir, mas em revelar que o amor e o perdão não têm fronteiras. O sentido da cruz – “Crer não é entender tudo, mas não estar só. Deus não nos livra «da» Cruz, mas livra-nos e salva-nos «na» Cruz, dando força para resistir, para não nos destruirmos, para continuar a viver inclusive quando a noite permanece interminável. Porventura aí, no meio do sofrimento real de tantas pessoas, esta teologia mostra a sua verdade mais funda. Deus não é quem obscurece o caminho, mas quem o percorre connosco. E talvez por isso crer não seja fechar os olhos nem negar a dor, mas atrever-se a confiar mesmo quando a luz ainda não se vê.” A luz da esperança – “A teologia de Andrés Torres Queiruga é imprescindível, porque não acrescenta peso ao sofrimento humano, antes o alivia com esperança e claridade. Num mundo em que tantas pessoas vivem feridas, culpabilizadas e cansadas de um Deus que parece exigir mais do que dá, o seu pensamento devolve ao cristianismo a sua verdade mais profunda. Deus não é quem fere, mas aquele que sustenta.” Por uma Fé adulta e encarnada – “No fundo, a teologia é uma chamada a uma fé adulta, responsável e incarnada. Não é uma fé de títulos, mas uma fé que se faz vida. Como Jesus em Mateus, Queiruga recorda que ‘por seus frutos os conhecereis’ (Mt. 7, 16). Quando a revelação se converte em experiência pessoal, deixa de ser ideologia religiosa e transforma-se em força libertadora, capaz de humanizar a história.” Em suma… “Em tempos de ruído religioso e silêncios culpáveis perante a injustiça, a teologia de Queiruga não só pensa Deus: defende-O, devolvendo-O ao lugar onde sempre quis estar - o coração vivo do ser humano.” (Uma teologia que devolve o Evangelho à vida’) E, no entanto… Quando abunda o farisaísmo, ressoa bem alto o lamento de Jesus: “Hipócritas! Bem profetizou Isaías, acerca de vós, dizendo: Este povo honra-me com os lábios, mas o coração deles está longe de mim.; em vão me prestam culto, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens. - Mt, 15,8” (11/3/2026)

quarta-feira, março 04, 2026

“QUANDO O EXTREMISMO ENTRA NA SALA DE AULA”

Esta era a ‘manchete que enchia a primeira página da revista Notícias Magazine (25/1/2026) O tema, sob o título “O ódio também vai à escola” desenvolve-se em quatro páginas interiores de que respiguei as citações que se seguem. A palavra autorizada e o lamento do presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima: “São cada vez mais os colegas que nos relatam situações constrangedoras. É claro que nós tentamos diminuir esse reflexo no nosso dia a dia, mas é uma luta desigual e a sociedade não tem colaborado”. Concretizando… - Cinfães Nívia Estevam, brasileira, mãe de José, 10 anos. “Em novembro, o filho chegou a casa com o pescoço roxo. Acabou por contar que uns colegas lhe tinham apertado o pescoço contra a parede, com os braços em T. Cinco dias depois, foi chamada à escola e disseram-lhe que, numa brincadeira, um colega apertou o dedo dele na porta da casa de banho. Mas quando lhe pediram que segurasse um saco com uma parte do dedo do filho para poderem ‘colocar de volta’, congelou. José tinha tido dois dedos amputados. Como desesperada ficou quando, já no hospital de São João, o menino lhe disse que os colegas o impediram de sair e procurar ajuda. O filho é negro e era o único da turma que falava português do Brasil.” - Almada J., imigrante do Bangladesh “Já vive em Portugal há dez anos. Sente uma hostilidade crescente. Há pouco tempo, foi a um café e uma funcionária disse-lhe na cara: ‘Vai para a tua terra.’. O pior é sentir que o filho não é bem acolhido no jardim de infância. O pior é ir dar com ele a brincar sozinho. Quando as empregadas fazem grupos, nas atividades, ele é sempre o último a ser escolhido.” - Alentejo. M. alentejana de etnia cigana, mãe de duas meninas de 12 e 16 anos. “A filha mais velha que o diga. Piadas sempre houve, mas de há três ou quatro anos para cá ‘tem piorado’. Um colega disse-lhe: “Os meus pais dizem que a gente nem deve acompanhar ciganos, são todos a mesma m… ‘. Irritada, a filha tentou despachar a conversa. Mas não conseguiu. ‘Passaram o dia todo a gritar nos ouvidos: ‘são todos a mesma m…’, não valem nada’, só querem a mama do Estado’ Até com um casaco implicaram. ‘É de marca, foi roubado.’ - Setúbal A. Professor do Ensino Básico e Secundário “Os miúdos maltratam colegas mais fracos ou de outras nacionalidades. Destratam ciganos e negros, gritam ‘Portugal aos portugueses’, fazem provocações a um colega imigrante de um canto da sala para o outro.” - Lisboa M., Professora do 1.º Ciclo “Já temos miúdos a reproduzir aquilo que ouvem aos pais dizer em casa. ‘Volta para a tua terra’, ‘preto da Amadora’, ‘isto não é o Bangladesh’” - Daniela Ferreira, Investigadora da FPCEUP) “Temos tido várias escolas que relatam um aumento de conflitos disciplinares e das situações de violência, sobretudo verbal. Há um crescente número de situações de racismo e de xenofobia. Frases como ‘isto não é o Bangladesh’ e ‘os ciganos têm de cumprira lei’ estão a ser reproduzidas pelos miúdos, mesmo sem perceberem o que estão a dizer. É fruto do contexto cívico e político em que vivemos. O discurso que trazem de casa é o que vão reproduzir.” - Que fazer? Fábio Botelho Guedes, psicólogo do projeto ‘Aventura Social’, aconselha: “Falar abertamente sobre questões, fomentar relações interpessoais saudáveis, promover as competências socioeconómicas e a saúde psicológica, incentivar o envolvimento nas decisões”. E eu interrogo-me: “Em que mundo queremos viver? Que mundo estamos a criar? Em contraste... “Imigrantes dão lucro de três mil milhões à Segurança Social. Valor das contribuições é cinco vezes superior ao atribuído em apoios sociais. Um terço dos impostos é pago por brasileiros, seguindo-se indianos e angolanos.” (JN, 1/2/2026) (VP, 4/3/2026)