O Tanoeiro da Ribeira

sábado, maio 30, 2026

Rosalia – Um nome que sabe a poesia

“O momento mais aguardado da noite ficou reservado a Rosalia que encerrou o evento com uma atuação especial, perante milhares de pessoas nas margens do rio Guadalquivir. (JN, 11/05/2026) Este banho de multidão acontece em todos os seus concertos, como os que apresentou, em 8 e 9 de abril, no MEO Arena de Lisboa. Às pessoas da minha geração, o nome Rosalia traz-nos à memória a poeta que nasceu e morreu ’En las Orillas del Sar’ e que tanto diz ao ‘lirismo saudoso’ que une as duas bandas do rio Minho: Galiza e Portugal. “Vem a noite…, morre o dia. /Os sinos tocam longe/ O toque da Ave Maria. /Eles tocam pra que reze /Eu não rezo, que os suspiros /Afogando-me parece /Que por mim têm que rezar.” (Campanas de Bastabales) A notícia, porém, fala duma outra Rosalia, nascida, não na Galiza, mas na Catalunha. “uma personagem verdadeiramente luminosa em palco”. Esta citação tirei-a do texto, ‘Um furação chamado Rosalía’, assinado por Teresa Vasconcelos (7Margens, 8/05/2026), de que, com vénia, me faço eco. Há poesia na sua voz… “O amor pela poesia é evidente na sua música, passando por São João da Cruz, os Salmos, Hildegarda de Bingen.” “De Hildegarda de Bingen, Rosalía aprendeu que a música e o canto podem ser uma oração – como afirma Miguel Marujo.” E transcendência nos seus poemas. . “Também se pode interpretar La Yugular apenas como uma canção que demonstra a profundidade do amor, o desejo de se deixar consumir pelo amor, o amor que consegue encaixar o universo dentro dela própria, fazendo-a transcender-se para além das limitações terrestres (…) Não tenho dúvida de que se trata de uma canção bem espiritual em que Rosalía quer tocar o transcendente. E a metáfora da jugular pretende demonstrar a sua proximidade com Deus.” . Mesmo quando o título o não indicia, como no álbum, Sexo, Violência y Llantas… “Nesta canção, a artista debate-se com a aparente oposição entre terra e céu, deseja que não houvesse um solo e anseia apenas pelo equilíbrio, a santidade, a graça, a branca pureza. (…) O corpo é “vaso de graça”, a beleza terrena é um hino à criação, o pranto um caminho para a plenitude. As “coisas terrenas” podem ser geridas de forma “santa”, . “Numa entrevista anterior, Rosalía partilha as suas inquietações religiosas: ‘Deus é quem realmente preenche os espaços vazios da minha vida, sempre que eu tenha disposição para abrir-me a Ele.’ Em 2018, fez o Caminho de Santiago. Referindo-se à ligação entre a criação e a paz interior, Rosalía refere que ‘as monjas de clausura são cidadãs celestiais’. Confessa como vê a ligação entre o vazio e a divindade: ‘Se crias espaço, Alguém que está por cima de ti pode passar através de ti’. Uma belíssima formulação do Espírito de Deus. A transformação do seu verdadeiro eu em crescimento espiritual vem da dor e da beleza.” . O sentido da transcendência é muito explícito na última canção do disco, Magnolias em que “fala da morte simbolizada pelas magnólias. (…) Em Rosalía adivinha-se uma aceitação da mortalidade: Tirame magnólias/sobre mi ataúd (…) tirame magnólias/Dios descende/Y yo asciendo/ nos encontramos en el medio …” A confiança faz desaparecer o medo na certeza de que encontrará Deus que a espera a meio caminho.” . .A propósito de ‘Lux’, o seu último álbum que apresentou nos concertos de Lisboa… “Vi nas redes sociais Rosalía visitando e rezando na Abadia de Monserrate (Catalunha), encantando-se e comovendo-se às lágrimas com Virolai pela Escolanía, o coro residente com vozes de crianças. (…) Confrontou-se com os hinos marianos pelas vozes de rapazinhos e pergunto-me se essa não foi uma experiência fundadora, uma epifania para a sensibilidade religiosa de Rosalía que perpassa todo este novo disco.” “Interage numa canção com a Escolania de Monserrate. Vários críticos musicais afirmam que é o seu álbum mais espiritual. Sem conhecer toda a evolução musical de Rosalía, ouso afirmar que este é um álbum religioso, recheado de símbolos religiosos. (…) Uma das fotografias reproduz o posicionamento do Cristo de Salvador Dali inclinado sobre o mundo.” Dizia-me o meu neto Francisco, de 15 anos: “Eu até nem sou grande fã deste género de música, mas o ‘Lux’ encanta-me… Este magnífico texto bem merce ser lido na versão integral publicada em ‘7Margens’, um jornal digital com muito interesse para quem gosta de estar a par do que, verdadeiramente significativo, se passa na Igreja e no Mundo. Faz bem à alma… (27/5/2026)

terça-feira, maio 19, 2026

COMO É BOM CELEBRAR A VIDA!

Quando estamos com ‘velhos’ amigos, voltamos aos tempos da juventude. Meu filho dizia: ‘Gosto de estar nos convívios com os colegas do meu pai porque o vejo da minha idade’… A amizade faz esbater o tempo. Sentimo-nos jovens… Por isso, no passado dia 15, o Curso 1951-1963 voltou a reunir-se no seminário do Bom Pastor. A presença de um dos convivas fez-me recordar o email que recebi tempos atrás. “No dia…, o meu pai faz … anos e vamos fazer uma festinha! Seria possível o João fazer um pequeno vídeo, em representação dos colegas do seminário e enviar-me. Logo que possível seria o ideal para preparar uma pequena surpresa ao meu pai.” Um convite tão carinhoso não podia deixar-me indiferente. Em resposta, enviei-lhe um vídeo em que dizia: Olá amigo! Que bom! É com muita alegria que estou aqui a partilhar contigo a celebração da vida. Sabes, na nossa idade, muitas vezes ficamos tristes quando olhamos para trás e vemos o restolho da seara ceifada. Esquecemo-nos de olhar para o celeiro, ficar felizes e dar graças a Deus. E o teu celeiro, então, está bem cheio. - Cheio do carinho e do amor da tua família, da tua esposa e dos teus filhos. E ainda tens a alegria dos netos. Eu gosto de dizer que os netos são os rebuçados com que Deus nos adoça a vida; os raios de sol que aquecem o nosso entardecer. Andrés Torres Queiruga escreveu que os ‘netos são sacramento da presença viva de Deus’. Que feliz és tu por ter uma família que te ama. - Está cheio com o bem que foste fazendo ao longo da vida. Ainda há dias, um amigo que te conheceu na sua terra, me perguntava por ti e me falava do carinho que as pessoas tinham por ti e que, ainda hoje, és recordado com saudade. - E no teu celeiro estão também os amigos. Em nome dos teus colegas dos bancos do seminário, estou aqui a mandar-te esta mensagem. Tu sabes quanto nós te queremos e viste bem a alegria com que todos te acolheram na nossa última reunião de Curso, em outubro passado. E, por isso, em nome de todos te envio este abraço, um abraço de parabéns e de graças a Deus por Ele te ter posto nos nossos caminhos da vida. Este abraço é em meu nome e da minha esposa, mas também em nome de cada um dos colegas que ainda temos o prazer de nos vermos nas reuniões de Curso: Em nome deles, dou graças a Deus por ti, pedindo que continue a abençoar-te. Estes parabéns vão, também, para os teus familiares, tua esposa, teus filhos, teus netos. E não posso esquecer os teus pais pela vida que te transmitiram e pela educação que te deram. Quando um filho faz anos, as primeiras flores devem ser para os pais a quem se deve o mérito do nosso nascimento e não a nós que nada fizemos para isso. Merecemos parabéns, não por ter nascido, mas por aquilo que fizemos do dom que, graciosamente, nos foi dado. E vou deixar-te com uma bênção do nosso bom Papa Francisco que Deus tem. E que ele continue a abençoar-te. (Abaixei-me um pouco, e, por cima da minha cabeça, apareceu fotografia do Papa Francisco em gesto de bênção). (Fotografia) A terminar, gostaria de te dizer em jeito de brincadeira: ‘Amigo, aguenta-te aí porque nós precisamos de ti.’. Parabéns! Abraço! Saúde! E que a Paz esteja no teu lar, esteja em nós, esteja no Mundo. Um colega ao ler esta mensagem, disse-me: Quando eu fizer … anos, quero que me envies um vídeo assim… E uma amiga escreveu no WhatsApp: “Feliz é quem merece e recebe tais palavras. Bem-haja!”. Para quem as merece e não as tem, vão, também, as minhas palavras de louvor e gratidão pela vida. Alegremo-nos com o celeiro e não nos deixemos acabrunhar pelo restolho. Celebrar a vida é, em cada manhã, dar graças pelo dia que nasce e fazer render o talento que nos foi confiado. (Mt 25, 14) Como há tempos me disse o meu amigo psicanalista José Ferronha, estamos vivos e temos quem gosta de nós. O dia de aniversário é um tempo especial de graça e louvor. Como é bom poder celebrá-lo quando os anos se alongam e a memória se faz saudade.... (20/5/2026)

quarta-feira, maio 13, 2026

VAMOS CONHECER PORTUGAL – VII – UM REI EM FUGA…

Quando os vales rescendem a aromas primaveris e os montes se matizam de rosa e amarelo, um passeio pela Ribeira-Lima. Após a morte do Cardeal-Rei D. Henrique, um dos pretendentes ao trono, D. António, Prior do Crato, foi aclamado rei pelo povo, em Santarém (19/6/1580), mas nunca reinou, porque, derrotado por Filipe II de Espanha (25/8/1580) na batalha de Alcântara, teve que exilar-se. Paços e solares Recordo o que me disse o Conde de Almada: “Todas as casas senhoriais onde um rei pernoitou recebem a designação de paço. No caso de Lanheses, foi D. António, Prior do Crato. Na Ribeira-Lima, pode-se reconstituir o percurso da sua fuga para o exílio, seguindo os solares onde dormiu: Paço de Anha >Paço de Lanheses >Paço Vitorino >Paço Vedro >Espanha”. Lembro, ainda, os paços de Calheiros e o de Giela, o solar de Bertiandos, do século XVIII, formado por dois corpos separados por uma torre do século XVI; e a Torre de Refoios, do século XII, a mais antiga torre de defesa que se mantém como era no início. Em gesto de gratidão, quero realçar o Paço de Lanheses, cuja origem remonta século XVI, com uma palavra de apreço para D. Luís de Almada que, em 1987, sem nos conhecer, nele nos recebeu e encantou nossos filhos com a história dum assalto: “Numa 6ª feira, o Zé do Telhado, chefe duma temível quadrilha, pediu para falar com a senhora condessa e disse-lhe: “Ouvi dizer que a senhora condessa tem um diadema muito bonito. E eu vinha ver se mo emprestava para, no domingo, minha filha levar no seu casamento. Na 2.º feira, devolvo-o”. E ela, que remédio, logo lho cedeu. Mas a 2.ª feira passou, outros dias vieram e nada… Quando já o dava como perdido, o temido salteador veio entregá-lo, pedindo de desculpa pela demora. Só depois é que ela reparou que ele tinha mandado colocar um brilhante que, há muito, faltava no diadema. E concluiu: o Zé do Telhado também sabia agradecer.” Uma palavra, também, para a Senhora ‘Condessa-Viúva de Calheiros’ que, em 1989, nos recebeu com uma fidalguia que jamais esqueci; para sua neta Beatriz, então adolescente, que nos acompanhou. E, ainda, para a filha Ângela que, em 1990, guiou, na visita ao Paço, um grupo de professores da Escola EB2,3 de Rio Tinto. Mosteiros - Mosteiro de Bravães (Séc. XII) de que resta a igreja, uma obra prima do românico. No pórtico, profundamente recortado e rico de esculturas, sobressai o tímpano com Cristo em Majestade ladeado pelos Evangelistas, as arquivoltas e duas figuras humanas nos colunelos. (Fotografia) Pórtico da igreja de Bravães - Mosteiro de Refoios do Lima, fundado pelo Senhor da Torre de Refoios que o entregou ao Cónegos Regrantes de Santo Agostinho. Em 1987, a Câmara Municipal de Ponte de Lima ofereceu-o ao Instituto Politécnico de Viana do Castelo que aí instalou a Escola Superior Agrária. .- Mosteiro do Ermelo, resto dum antigo mosteiro beneditino - na encosta da aldeia do Soajo com um imponente grupo de espigueiros - em cuja igreja românica se venera o ‘São Bentinho’ de grande devoção popular. Pontes - A de Ponte de Lima ainda conserva sete arcos de origem romana, parcialmente encobertos, na margem direita, e 15 arcos, ogivais, dois deles atualmente soterrados. - A de Ponte da Barca, gótica e manuelina, de 10 arcos, com origem no século XV. Aqui, prestamos homenagem aos irmãos poetas Diogo Bernardes e frei Agostinho da Cruz (séc XVI/XVII). E vamos ouvir as sonoridades do rio Vade, junto do ‘Moinho’, o restaurante, dizem, da melhor lampreia tanto mais rija quanto mais longe da foz. Lindoso. O passeio termina no Lindoso, nome mítico da minha infância. Quando a eletricidade faltava, muitas vezes ouvi dizer: - A avaria vai ser demorada, foi no Lindoso. Ao passar em Paradamonte, visitamos o ‘embalse’ da velha central elétrica inaugurada em 1922 Na aldeia, merecem relevo o seu castelo roqueiro, com origens no séc. XIII, e os 50 espigueiros de granito, o maior aglomerado do país, construídos nos séculos XVII e XVIII. No ‘Dia da Mãe’, meus pensamentos vaguearam pelo verde moço destes vales que nos embala no canto primaveril das aves, quando, na Sala Suggia, a Banda Sinfónica Portuguesa, com música de Alfred Reed, vestiu de sons os versos: ‘Quando os cães da primavera seguem o rasto do inverno, / A mãe dos meses no prado ou na planície /Enche as sombras e os lugares ventosos/ Com o sussurro das folhas e o murmúrio da chuva.” (13/5/2026)

terça-feira, maio 05, 2026

QUANDO PASSA UM ANO DA SUA ELEIÇÃO

“Leão XIV apelou ontem àqueles que ‘têm o poder de iniciar guerras’ para que ‘escolham a paz’ (…) afirmou Leão XIV no Domingo de Páscoa.” (JN, 6/4/2026) Para assinalar o primeiro ano da eleição de Leão XIV, escolhi esta notícia que sintetiza a preocupação maior do seu pontificado: o apelo à paz e a condenação da guerra. Logo na primeira saudação na varanda da basílica de S. Pedro disse: Vós todos, irmãos e irmãs de Roma e do mundo inteiro, a paz esteja convosco. Esta é a paz do Cristo Ressuscitado- uma paz que não é armada, que é de reconciliação, de comunhão” - No Domingo de Ramos, afirmou “Irmãos, irmãs, este é o nosso Deus: Jesus, rei da paz. Um Deus que rejeita a guerra; que ninguém pode usar para justificar a guerra; que não escuta, mas rejeita a oração de quem faz a guerra, dizendo: ‘podeis multiplicar as vossas preces, que Eu não as atendo. É que as vossas mãos estão cheias de sangue.’ (7/Margens- 29/03/2026)” - Já em 22 de fevereiro, no 4.º aniversário da invasão da Ucrânia pela Federação Russa, tinha dito: “Toda a guerra é realmente uma ferida infligida à inteira família humana: deixa para trás morte, devastação e um rasto de dor que marca gerações.” - “Leão XIV falou antes do fim do prazo dado por Trump para aniquilar a civilização iraniana com bombas, alertando para o risco de uma ‘tirania maioritária’, mas o republicano não gostou das críticas e disse que o líder da Igreja Católica era ‘fraco’. Recebeu um rugido como resposta: ‘Não tenho medo” (JN, 16/4/2026) A clareza com que afronta os ‘senhores da guerra’ (Putin e Trump) contrasta com o cuidado que põe nas respostas a perguntas ardilosas. Um exemplo. “Há dias, quando o Papa respondia a jornalistas, a cadeia de televisão EWTN – conhecida por posições integristas – questionou-o sobre uma polémica que tem agitado a Igreja norte-americana.” Que polémica? “O cardeal Blase Cupich, de Chicago, decidiu atribuir um prémio ao senador democrata Dick-Durbin pelas suas posições pró-imigração. Esta homenagem foi criticada pelos católicos norte-americanos ‘pró-vida’ pelo facto de o senador ter apoiado iniciativas legislativas contra a criminalização do aborto. Alguns deles apoiam a perseguição aos imigrantes promovida pela administração Trump e defendem a pena de morte. Se o Papa dissesse que concordava com o prémio seria criticado por, ao contrário do que defende a doutrina católica, branquear posições pró-aborto. Se discordasse do prémio, estaria a deixar-se condicionar pelas posições rígidas desses católicos.” Como Jesus… “Também Jesus Cristo foi confrontado com questões que não procuravam esclarecer uma situação, mas apenas causar-lhe embaraço e reunir argumentos para o condenar. Foi o caso da mulher apanhada em flagrante adultério: perguntaram a Jesus se devia ser apedrejada de acordo com a Lei de Moisés, ou perdoada segundo a misericórdia que pregava. Jesus respondeu: ‘Quem não tiver pecados que atire a primeira pedra (Jo 8,1-11).” A sábia resposta do Santo Padre: “Leão XIV respondeu à pergunta que lhe foi colocada questionando se é possível um católico ser contra o aborto e a favor da pena de morte ou do ‘tratamento desumano’ dos imigrantes? Tal como Jesus, percebeu a intenção da pergunta: conduzi-lo a um beco sem saída. Mas o Papa não se deixou encurralar, devolvendo a provocação com uma chamada de atenção aos católicos que se dizem ‘pró-vida’, mas que só a defendem no que lhes convém.” O Papa não se limitou a devolver a pergunta, mas aproveitou para fazer doutrina e, por isso, as suas palavras, como as de Jesus, foram registadas e divulgadas: a de Jesus, no Evangelho de S. João, o único a fazê-lo; a do Papa, na comunicação social. “ No dia seguinte a este episódio, um jovem, entusiasmado, veio mostrar-me um vídeo que havia gravado num telejornal, com o Papa Leão a falar enquanto, em rodapé, corria o texto: “O Papa Leão XIV critica o movimento conservador ‘pró-Vida’. O primeiro Papa dos EUA questionou o significado de ser ‘pró-vida. Alguém que se diz contra o aborto, mas a favor da pena de morte não é realmente ‘pró-vida’. Alguém que se diz contra o aborto, mas está de acordo com o tratamento desumano dos imigrantes nos EUA não sei se isso é ser ‘pró-vida”.(JN, Leão XIV respondeu como Jesus) Em síntese… No avião de regresso de África, Leão XIV clarificou as exigências da missão profética da Igreja: “Como Igreja – repito – como pastor, não posso ser a favor da guerra. E gostaria de encorajar todos a esforçarem-se por procurar respostas que venham duma cultura de paz e não de ódio e divisão. - Janela Global, RTPnotícias, 24/4/2026” (6/5/2026).