O Tanoeiro da Ribeira

segunda-feira, março 16, 2026

PATRONO UNIVERSAL DA IGREJA - COM O CORAÇÃO DE PAI

Em janeiro passado, recebi o livro ‘São Francisco e a sua capela’ com a dedicatória: ‘Ao velho amigo de longa data…’. Mais um trabalho do P. Justino Lopes dedicado ao património artístico das suas paróquias, na esteira de: ‘Igreja Museu’, ‘A Genealogia de Jesus na igreja de Vila Nova de Paiva’, ‘A Paixão na arte das igrejas de Fráguas e Vila Nova de Paiva’, ‘Páscoa na arte da igreja paroquial de Fráguas e Vila Nova de Paiva’. Conhecemo-nos em Estrasburgo, no ‘Colóquio Europeu de Paróquias’ de 1971. Já lá vão uns anitos… A ‘Nota Explicativa’ (pág. 3), começa por citar duas pessoas de quem conservo gratas memórias; cónego Rafael que conheci no Colóquio de Estrasburgo e visitei em Lamego; P. Brochado com quem partilhei preocupações sociais na cidade do Porto. “O Dr. António José Rafael, meu professor de Pastoral e, depois, Bispo de Bragança, exortava-nos a ler e a estudar a arte das nossas igrejas e ensinar, também, o Povo a ler, a compreender e a admirar. Só assim as defenderão, estimarão e ajudarão no seu restauro.” “Monsenhor Alexandrino Brochado, que foi reitor da capela das Almas do Porto e exímio escritor da arte dos edifícios religiosos artísticos da mesma cidade, ao ler o livro ‘Igreja Museu’ escreveu na ‘Voz Portucalense’: “Ao terminar a leitura (…) pensei que, nesta área, o clero poderia construir uma obra admirável, para permanecer, para ficar. “ E termina: “Seguindo os conselhos dos mestres, vamos agora ler e refletir a mensagem que a arte, juntamente com as imagens nos transmitem”, na capela de São Francisco, agora restaurada. Ao deliciar-me com as suas páginas, vi uma fotografia e li um comentário (pág. 41 - 42) de que, na Festa de São José, com vénia, me faço eco: “Segundo um dos livros apócrifos, o Sumo Sacerdote convocou os homens solteiros da descendência de David, para saber qual deles Deus escolheria para esposo de Maria e Pai do Messias. Cada um trazia um cajado como era costume naquela época. E Deus manifestou a Sua escolha, fazendo florir uma bela açucena, na vara de José. Sinal de que fora ele o escolhido. É esta a razão dos santeiros porque, ao esculpirem a imagem de São José, lhe colocam, na mão, uma vara terminando numa açucena. O Papa Francisco, em 2020, por ocasião do 150.º aniversário da declaração de São José como ‘PATRONO UNIVERSAL DA IGREJA’, escreveu uma carta Apostólica, ‘PATRIS CORDE’, ‘Com o coração de pai’ que aconselho a ler: Mas quem era São José? O que é que ele disse? O que ensinou? Os Evangelhos não registam as palavras que ele pronunciou porque ele não era mudo, mas registou as suas ações: - Estava desposado com Maria. (Mateus, 1,18) - Era um homem Justo. (Mateus, 1,9) - Cumpria a vontade de Deus. (Lucas, 2,22 e 27) - Vivia do seu trabalho de carpinteiro. (Mateus 13,55) Deus falou-lhe por meio de visões. Mateus diz sonhos. (Mateus, 20;2,13;19,22). O que dizem os Evangelhos? - José era da descendência da família real de David: “Jacob gerou José, o esposo de Maria da qual nasceu Jesus chamado Cristo. (Mateus, 1,16) - Aceitou a explicação do Anjo: ‘Não receeis receber Maria como tua esposa pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo.’ (Mateus 1,18-19) - Foram os dois recensear-se a Belém onde nasceu Jesus. (Lucas2,1-7) - Fugiu com Maria e o menino para o Egito por causa da perseguição de Herodes. (Mateus, 2, 13-14) - Quando o menino chegou aos 12 anos, José e Maria acompanharam-no a Jerusalém para a festa Bar Mitzava, Festa do Mandamento e Ele ficou por lá. (Lucas, 2,41-49) - Jesus obedecia-lhe sempre. ‘Voltando para Nazaré era-lhes obediente.’ (Lucas 2,51) - José era carpinteiro. ‘Não é ele filho do carpinteiro?’ (Mateus, 13,55) A Liturgia celebra duas festas a São José: 19 de março, modelo de pai e protetor da família e, no dia primeiro de Maio, São José operário, como protetor dos operários. São José é o Patrono da Igreja, Guarda da família e Advogado da boa morte. Com o Papa Francisco, rezemos a São José: “Salve, guardião do Redentor e esposo da Virgem Maria! A vós, Deus confiou o Seu Filho: Em vós, Maria depositou a sua confiança; Convosco, Cristo tornou-se homem. Ó Bem-aventurado José, mostrai-vos pai também para nós E guiai-nos no caminho da vida. Alcançai-nos graça, misericórdia e coragem, e defendei-nos de todo o mal. Amem” Um bem-haja para o P. Justino e uma saudação especial a todos os que e chamam José, nome de raiz hebraica que significa ‘aquele a quem Javé (Deus) acrescenta’.(18/3/2026)